(com voz de apuração do carnaval carioca) Móveis Coloniais de Acaju: DEZ!

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Centenas de indies pulando e dançando como se estivessem no show da Cláudia Leitte ( e gostando!). Essa é – mais pelo incomum do que por falta de outra coisa – a lembrança mais forte que tenho do show da Móveis Coloniais de Acaju, excelente banda que tocou no Porão do Beco sábado. É realmente difícil não se deixar levar pelo embalo marcante do ska + todas as influências possíveis que caracterizam o som do grupo. Além disso, a presença de palco dos dez integrantes – com destaque para o vocalista André Gonzales e para o pessoal dos metais – é contagiante, alegre e sincera.

Como não tenho a menor pretensão de definir o som dos caras (me ocorrem pelo menos 20 influências claras – entre elas o primeiro disco do Los Hermanos), elogio as paradinhas muito bem ensaiadas (e são dez para parar ao mesmo tempo, hein?), com retomadas em clima de bloco de frevo pelas ruas de Olinda. Outros dois detalhes importantes: muitas pessoas sabiam boa parte das letras e muitas toparam as brincadeiras “interativas” propostas pela banda, como variar a velocidade e o volume das músicas.

Sempre gostei de bandas com grande número de integrantes (o primeiro show “internacional” que vi foi do Pato Banton e seus 20 agregados em Balneário Camboriú, lá por 1992) e acho legal que a proposta de “mistureba musical folclórica aleatória” esteja ganhando força. O hype criado em torno do Gogol Bordello não me deixa mentir.

A Móveis Coloniais de Acaju é radicada em Brasília e formada por André Gonzáles (voz), BC (guitarra), Beto Mejía (flauta transversal), Eduardo Borém (gaita cromática, escaleta e teclados), Esdras Nogueira (sax barítono), Fabio Pedroza (Baixo), Leonardo Bursztyn (guitarra), Paulo Rogério (sax tenor), Renato Rojas (bateria) e Xande Bursztyn (trombone).

Quem quiser ouvir o som pode acessar o site da banda ou o MySpace. O clipe da música ‘Seria o Rolex?’ e esse vídeo dão uma idéia melhor do que estava falando até agora.

6 Respostas to “(com voz de apuração do carnaval carioca) Móveis Coloniais de Acaju: DEZ!”

  1. Gustavo Faraon Says:

    Ah, queridões, pareceu uma banda legal no momento, mas ouvindo depois, em casa, achei UM SACO ABSOLUTO.

    Estou decepcionado com vocês enquanto meus sucessores favoritos a William Bonner e Fátima Bernardes. Pensei que iriam prestar reverência à única banda que toca rock no Brasil desde os anos 90, citando a minha “sacadinha esperta da madrugada”: Walverdes = Mel Gibson do rock.

    Fica registrado o meu lamento.

  2. Schröder Says:

    Eu ia começar o post dizendo: “já que o Xinho vai falar sobre a Walverdes para explicar o motivo de passar o sábado num ‘pulgueiro’, falarei sobre…”. Comprei o CD e também achei o show bem superior… mas acho isso positivo até. Mas de fato, Walverdes tava bem melhor do que eu esperava – som pegado e cordas arrebentadas!

  3. Gustavo Faraon Says:

    Vou ignorar mais este desaforo em respeito àquele traveco que estava dançando contigo durante o show do cara bêbado da Bidê ou Balde (ns).

  4. elis Says:

    E ainda tem o elemento “uniforme”, que gera muito mais pontos positivos para a banda!

  5. saavick Says:

    eu realmente não curti as mp3 da Móveis, mas a desenvoltura e os uniformes (principalmente uahuaah) me conquistaram muito.
    e dale walverdes!

  6. trio eletrico Says:

    Otimo blog parabens
    Acabo de encontrar este site acho que deva ser de utilidade
    por isso estou postando espero estar ajudando
    http://www.trioeletrico.biz

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