Voltando para a vidinha normal e começando a série de posts sobre as principais semanas de moda, escrevo sobre os dez desfiles que mais chamaram a MINHA atenção na última Mercedes Benz Fashion Week, vulgo semana de moda de Nova York.
Anna Sui

Inspirando-se no folclore mexicano, espanhol e dos países do leste europeu, Anna Sui apresentou uma coleção repleta de modelos, estampas, cores e texturas característicos desses lugares, porém sem ser clichê ou kitsch. Meu desfile favorito do evento, com certeza. Além de tudo, tem um ar alegre e jovial perfeito para primavera, reparem que até as modelos não estão com a cara carrancuda de costume.
Diane von Furstenberg

Diane von Furstenberg apelou para a hipongagem no seu desfile, intitulado “Rock Goddess”. Com direito a flores e faixas de couro no cabelo, a estilista provou que a mania 70’s não vai nos deixar tão cedo. Apesar de não ser assim tããão original, é inegável que o resultado ficou muito bonito.
Diesel Black Gold

Como disse ali em cima, essa lista é dos desfiles que mais chamaram a minha atenção, mas não necessariamente dos que eu mais gostei. É o caso da apresentação da Diesel, talvez a marca de jeanswear mais cultuada atualmente. E isso me faz ter medo, muito medo, de que a moda “mendigo/grunge” realmente cole. Deus nos proteja dessas calças folgadas, manchadas e com essa barrinha dobrada que me dá arrepios. Alguém aí tem coragem de dizer que gostou?
Miss Sixty

Em uma coleção “colegial safadinha encontra Faye Dunaway em Bonnie & Clyde” a Miss Sixty apresentou modelos bem fofos e superusáveis. Esse lencinho no pescoço pelo jeito não vai sair de moda tão cedo. Destaque para a calça “bombachinha” da foto do meio, que eu até usaria se tivesse uns 20cm a mais.
Lacoste

A veterana Lacoste estreou sua linha jovem e aparentemente mais barata que, segundo o Style.com, chama-se Red!. Mesclando a estética mod com as roupas tradicionais de golfe, a marca apresentou uma coleção muito fofa, cheia de bossa sessentista à la André Courrèges. Ganhou minha medalha de prata, lembrando sempre que, para não ficar com cara de bundão, é preciso ter muita atitude e alguma ironia para levar esse jacaré no peito se você nasceu antes de 1950.
L’Wren Scott

A coleção praticamente monocromática de L’Wren Scott é muito bem vinda em tempos de revival dos anos 70. A estilista cria uma atmosfera “rock n’roll chic” com modelos de corte simples e perfeitos. Não é à toa que ela é a atual “Senhora Mick Jagger”.
Rock & Republic

Em outra coleção praticamente monocromática, a Rock & Republic apostou em looks “The Hives” para os homens e uma espécie de romantismo punk para as mulheres. Destaque para essas gravatas fininhas que eu adorow!
Rag & Bone

Outra marca que seguiu a linha “rock n’roll”, a Rag & Bone se inspirou nas vestimentas dos punks, mods e do pessoal do ska e apresentou uma coleção superdivertida, com direito a suspensórios, tachinhas e (de novo) gravatas skinny.
William Rast
Estréia do nosso querido Justin Timberlake no mundo da moda, em parceria com o estilista Trace Ayala, a William Rast também apostou no clima rock n’roll apresentando jaquetas super bacanas, correntes e jeans rasgados. O visual dos homens foi um pouco mais clássico mas mesmo assim não deixou de ser divertido.
Marc Jacobs

Ok, é impossível falar na semana de moda de NY sem falar nele. Marc Jacobs trabalhou com a mistura kitsch de diversos elementos da cultura americana, apresentando looks com muita, mas muita informação. Eu particularmente não gostei muito e sou bem mais do minimalismo da L’Wren Scott que eu mostrei acima, por exemplo. Destaque para os obis orientais que apareceram em quase todas as composições. Mas o que chamou mesmo a atenção foi o kilt que o estilista usou na sua entrada no final do desfile (no final da apresentação da Marc by Marc Jacobs ele também usou um em tartã vermelho). Isso sim promete virar tendência.
